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And now for something completely different...

domingo, 20 de março de 2011

Beth Ditto EP
Beth Ditto
Deconstruction
Janeiro 2011

É uma das coisas que me cativam num autor ou intérprete: a capacidade de inverter polaridades e anunciar um despudorado «and now for something completely different».

Assim acontece com Beth Ditto, controversa vocalista dos Gossip e verdadeira enfant terrible da cena indie rock e pós-punk. Eis que nos surge agora com o seu primeiro trabalho a solo, Beth Ditto EP, para encarnar a figura de... dancefloor diva.

Produzido pelos Simian Mobile Disco, este EP é composto por quatro temas que nos deixam com água na boca. As guitarras dão lugar aos ritmos dançáveis da house e do electro, em canções de estrutura pop que nos dão a conhecer a incrível versatilidade de Beth Ditto.

Entre elas destaca-se I Wrote The Book, um exercício inteligente da house dos anos 90 e talvez o ponto alto deste EP. A confirmá-lo está o brilhante videoclip dirigido por Price James, inspirado na Rainha-Mãe de todas as enfant terrible que por aí têm desfilado: Madonna.

Longe dos exageros de Chirstina Aguilera ou das falsas subtilezas de Lady Gaga, que também elas recorreram à iconografia de Madonna, Beth Ditto é a única a conseguir superar a prova com sucesso. Baseado nos vídeos de Vogue e de Justify My Love, I Wrote The Book é um vídeo despretensioso e recorre a um elemento que Madonna sempre valorizou: o sentido de humor.
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Isto sim, é uma verdadeira homenagem.


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Falso alarme

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Blue Songs

Hercules & Love Affair

Janeiro 2011

Moshi Moshi


Podem ser perigosos, os singles de apresentação de álbuns. Depois do surpreendente My House, estava desejoso de ouvir Blue Songs, o novíssimo dos Hercules and Love Affair. Tudo levava a crer que a House de finais de 80 / início de 90 iria dominar a nova aventura do grupo nova-iorquino.


Pois enganei-me. Os Hercules gostam mesmo de Disco. Eu também. Só que, para mim, o bom Disco sound é mesmo o original. Tudo o que vem a seguir, todas as tentativas de reinventar um género tão singular, sabem sempre a vinho misturado com água.


E assim é Blue Songs: sabe a pouco. Chega mesmo a ser entediante. E não se consegue perceber o que é este álbum, afinal. Se é Disco, se é Electrónica temperada com guitarra acústica, ao estilo Zero 7, se é House. Aliás, deste género só aparecem mesmo duas canções. A do single e mais outra. São os únicos momentos interessantes de Blue Songs. Tudo o resto caiu no esquecimento, ao fim de 10 minutos...

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