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Álbum | "Lamb", Lamb

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lamb
Lamb
1996
Mercury / Universal
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Vieram ter comigo na mesma onda sonora que os Massive Attack e os Portishead. Lembro-me de ouvir Lusty - faixa de abertura do álbum de estreia dos Lamb - na X e sentir-me incrivelmente atraído por uma linguagem tão inovadora e inteligente.

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Tinha que saber a quem pertencia aquele som. Assim que apanhei o nome, voei até à (já extinta) Virgin Megastore dos Restauradores - onde, pela primeira vez em Lisboa, podíamos ouvir os CDs sem ter de os comprar. E quando ouvi Lamb, descobri todo um admirável mundo novo.



Aqui, a dupla de Manchester conseguiu elevar o trip hop a uma dimensão de Beleza sem precedentes. E tudo estava em sintonia: a força agressiva e fria das batidas drum n' bass, o quente dos sons jazzísticos, a entrega emocional das letras, o corpo orgânico do violino, do contrabaixo, da voz inconfundível de Louise Rhodes.

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«An appreciation of contradiction», afirmam Rhodes e Barlow no artwork do álbum. E é isso mesmo. Do recolhimento (Feela) à expansão (God Bless), do minimal (Cotton Wool) ao majestoso (Górecki), tudo é arrebatador.

Não hesitei por um segundo e trouxe o álbum para casa. Logo adquiriu o estatuto de Um Dos Meus Álbums Favoritos de Sempre. E continuará sempre a sê-lo.

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O nascimento do Trip Hop (II)

sábado, 21 de agosto de 2010

Junho de 1994. Num artigo da revista britânica Mixmag, Andy Pemberton descrevia o single In/Flux de DJ Shadow (1993) como uma combinação de bpms, samples de spoken word, cordas, melodias, ruídos bizarros, um baixo proeminente e batidas lentas, dando ao ouvinte a impressão de estar a experienciar uma trip musical.

E aqui nascia o termo trip hop, designador do movimento nascido em meados dos anos 90, na cidade de Bristol, Inglaterra.
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DJ Shadow

Fusão será, certamente, um conceito que ajuda a entender a origem do Trip Hop. Raro será o género musical que não derive da fusão ou evolução de géneros anteriores; o Trip Hop conta-se entre os exemplos mais expressivos - e interessantes - de miscigenação sonora, na era Pós-Moderna.

Na alvorada dos 90, enquanto a Europa vivia a euforia do Hip Hop, do House e do Acid Jazz, a cena underground de Bristol manifestava um sentimento de insatisfação face a estas correntes. Certas mentes criativas começaram então a experimentar as novas sonoridades que emergiam da Electronica, misturando-as com batidas Hip Hop, samples de Jazz e vocalizações inspiradas na Soul.


O resultado era algo absolutamente novo: distante da dureza do Hip Hop ou da superficialidade do House, a sonoridade Trip Hop era emocional, instrospectiva, atmosférica, umas vezes dark, outras vezes etérea. Era a resposta musical de uma nova geração que, entre a club scene nocturna e a aridez urbana, procurava uma âncora existencial.

Nomes como Massive Attack (reza a lenda que o álbum Blue Lines, de 1991, foi a primeira manifestação do novo género), Portishead, Tricky, DJ Shadow, U.N.K.L.E. e editoras como a Mo'Wax emergiam no panorama, para dar forma e solidez a um movimento que acabaria por conquistar "imensas minorias" e manter-se vivo, até aos dias de hoje.

Fontes: Wikipedia, AllMusic

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O nascimento do Trip Hop (I)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Se há género musical que me conquistou num abrir e fechar de olhos, depois da Pop e da House, esse é o Trip Hop.

Corria o ano de 1995, eu terminava o liceu e acabava de descobrir uma estação de rádio que me abria as portas para um Admirável Mundo Novo: a Xfm. A linguagem dos locutores, a música, toda a atmosfera da emissora era diferente, misteriosa, cativante.

E porque, no ano anterior, eu tinha sido arrebatado pelo mítico álbum de estreia de Bjork (Debut), havia algo na (estranha) linguagem da X que eu conseguia descodificar. E à medida que descodificava, mais me sentia atraído por aquele universo. Nesse universo, havia uma galáxia de sons, DJs, produtores e editoras que faziam nascer um estilo musical incontornável.
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